<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8628372030565166874</id><updated>2011-07-13T12:31:20.705-07:00</updated><title type='text'>fragmentos_estrangeiros</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Bruno Maya</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08324683564535656124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-yWSnDCCnDXU/TgFXQwNRZaI/AAAAAAAAAX0/yRmxi5jF0Hg/s220/foto%2B1.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>20</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8628372030565166874.post-3880856544072241166</id><published>2009-11-24T17:07:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T18:03:38.065-08:00</updated><title type='text'>Retomada dos trabalhos - possível caminho</title><content type='html'>Delimitar o assunto de pesquisa realmente é complicado, pelo menos para mim. Quero falar sobre vários assuntos, ter milhões de referenciais teóricos. Há muito tempo trato da questão do público e do privado. Tudo começou quando, na faculdade, escrevi uma matéria sobre a questão da vigilância e do Big Brother. A partir daí esse tema da vigilância começou a ser meu tema constante. Tanto que na minha monografia tratei sobre o Panóptico, um centro penitenciário ideal desenhado pelo filósofo Jeremy Bentham em 1785. São conhecidos os escritos de Foucault sobre a sociedade de controle, tendo como modelo esta prisão, em que várias coisas convergem no sentido de “controlar”, disciplinar os indivíduos na sociedade moderna. Uma das coisas que achei interessante é relacionar isto, coisa que Foucault faz, com a arquitetura. O modelo do Panóptico faz parte de algumas construções contemporâneas, mas nos faz pensar sobre o desenvolvimento das cidades. Acho que, é claro, a questão da norma em Foucault talvez seja um conceito chave. Foucault pensou de forma fundamental esta relação com a norma. &lt;br /&gt;Vou pensar como relacionar isto com a minha questão de pesquisa, a Casa do Migrante, lugar que abriga migrantes, imigrantes e refugiados, vindos de todos os lugares do mundo. O que eles têm em comum é que estão em condições precárias e sem lugar para ficar. Lá, a questão da norma está sempre presente. Primeiro, posso pensar na própria questão da Casa, um lugar que abriga o resto. O que é esse resto? Primeiro, pensando  do ponto de vista da nação, os “ilegais”, ou seja, quem não conseguiu legalização, como os refugiados, ou mesmo imigrantes ilegais que vêm para o trabalho escravo - caso de muitos bolivianos que recebem salário de fome. Outro caso, e talvez um dos mais graves, paradoxalmente, são os legais do ponto de vista jurídico. Este território é paradoxal exatamente por causa disso. Os “legais” muitas vezes são os que estão em condições mais precárias. E os que não estão, vão embora dali rápido. “Legais” no sentido de que estão com tudo legalizado, documentos e muitas vezes em seu país. É um território em que é normal ser “resto”, de forma mais genérica. &lt;br /&gt;Entretanto a instituição é atravessada por alguns discursos, e aí voltamos a Foucault. Existe o discurso médico, assistencialista, o religioso etc. Muitas vezes tivemos colisão entre os discursos. Se o discurso psicanalítico ou psicológico tem sua inserção naquele contexto, é resultado do contexto moderno, tal como Foucault também abordou. A ideia de uma psicologia enquanto instrumento para “adequação” à norma ainda está presente em diversas instituições, e na Casa não é diferente. Corrigir os comportamentos desviantes parece ser a razão da procura de muitas instituições pela psicanálise / psicologia. Por mais antigo que isso pareça ser. &lt;br /&gt;A psicologização da sociedade, já alertada por Foucault, realmente ganha contornos na sociedade contemporânea. No caso da Casa do Migrante, a demanda pela psicologia muitas vezes ia até o ponto em que não “atrapalhasse”, ou pouco se sabia sobre o trabalho que estava acontecendo.&lt;br /&gt;A invasão do discurso da psicologia no campo jurídico é moderna, tema ao qual Foucault se dedicou. A delimitação do que seja normal com relação ao “desviante” é interessante de ser pensada em um contexto em que é normal ser “resto”. Mas a questão que mais se estabelece na Casa e, claro, como uma necessidade básica, é a questão do emprego. O emprego parece sinalizar uma “existência” fundamental que pouco tem a ver com a questão da documentação. Ele chega a delegar para um segundo plano a questão da legalidade, no sentido de documentação. Afirmo isso na medida em que podemos afirmar que os sem documento, muitas vezes, são reconhecidos enquanto alteridade, e os sem emprego, não. Grande parte dos excluídos do mercado de trabalho são brasileiros que vêm para São Paulo em busca de uma vida melhor. &lt;br /&gt;Bom, essa é uma possibilidade de desenvolvimento: articular o conceito da norma para Foucault pensando no contexto contemporâneo a partir da Casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8628372030565166874-3880856544072241166?l=fragmentosestrangeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/feeds/3880856544072241166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8628372030565166874&amp;postID=3880856544072241166' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/3880856544072241166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/3880856544072241166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/2009/11/retomada-dos-trabalhos-possivel-caminho.html' title='Retomada dos trabalhos - possível caminho'/><author><name>Bruno Maya</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08324683564535656124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-yWSnDCCnDXU/TgFXQwNRZaI/AAAAAAAAAX0/yRmxi5jF0Hg/s220/foto%2B1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8628372030565166874.post-5027259636995997252</id><published>2009-10-20T10:13:00.000-07:00</published><updated>2009-11-24T17:23:50.515-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sobrevivendo à qualificação, concluo que se tratou mais de uma desqualificação. Pouco foi concluído e pouco foi acertado sobre o rumo do trabalho. Começarei a falar sobre o meu trabalho nesse espaço. Praticamente terei que refazê-lo. Textos relacionados ao trabalho serão os postados nesse blog. No final das contas abandono temporariamente a psicanálise, e vou para o referencial ao qual talvez esteja mais acostumado. A pesquisa faz parte do projeto "Migração e Cultura" e tem como tema "migração", a partir das questões trazidas pela Casa do Migrante de São Paulo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8628372030565166874-5027259636995997252?l=fragmentosestrangeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/feeds/5027259636995997252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8628372030565166874&amp;postID=5027259636995997252' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/5027259636995997252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/5027259636995997252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/2009/10/mais-para-desqualificacao.html' title=''/><author><name>Bruno Maya</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08324683564535656124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-yWSnDCCnDXU/TgFXQwNRZaI/AAAAAAAAAX0/yRmxi5jF0Hg/s220/foto%2B1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8628372030565166874.post-489769519498196612</id><published>2009-10-14T09:34:00.000-07:00</published><updated>2009-10-14T09:37:45.559-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pmmwudrIThk/StX923LNnpI/AAAAAAAAAL4/gDaGbZrWUMo/s1600-h/foto+blog.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pmmwudrIThk/StX923LNnpI/AAAAAAAAAL4/gDaGbZrWUMo/s320/foto+blog.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392495247811780242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERRA MÁTRIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha pátria está morta&lt;br /&gt;eles a sepultaram&lt;br /&gt;no fogo&lt;br /&gt;Vivo em minha mátria&lt;br /&gt;a palavra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;poema de Rose Auslander&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8628372030565166874-489769519498196612?l=fragmentosestrangeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/feeds/489769519498196612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8628372030565166874&amp;postID=489769519498196612' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/489769519498196612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/489769519498196612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/2009/10/terra-matria-minha-patria-esta-morta.html' title=''/><author><name>Bruno Maya</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08324683564535656124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-yWSnDCCnDXU/TgFXQwNRZaI/AAAAAAAAAX0/yRmxi5jF0Hg/s220/foto%2B1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pmmwudrIThk/StX923LNnpI/AAAAAAAAAL4/gDaGbZrWUMo/s72-c/foto+blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8628372030565166874.post-701012369394581955</id><published>2009-04-14T10:22:00.001-07:00</published><updated>2009-04-14T10:23:34.785-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Temporariamente fora do ar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei por esse espaço hoje para escrever sobre minha dificuldade em manter o blog junto com a escrita da dissertação. Espero voltar a escrever aqui assim que terminar meu trabalho. Não só voltar a escrever, mas aumentar o número e a qualidade dos textos publicados nesse espaço. Enquanto isso, vou escrevendo o trabalho “científico” que conquistará tantos leitores diante da quantidade enorme de acadêmicos e pessoas que escolhem a academia para se dedicar depois de terminar a graduação. É, realmente quem está nesse mundo da academia na pós-graduação sabe bem o quanto ele não faz parte da “realidade nacional”. Em breve, espero voltar com mais textos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8628372030565166874-701012369394581955?l=fragmentosestrangeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/feeds/701012369394581955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8628372030565166874&amp;postID=701012369394581955' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/701012369394581955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/701012369394581955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/2009/04/temporariamente-fora-do-ar-passei-por.html' title=''/><author><name>Bruno Maya</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08324683564535656124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-yWSnDCCnDXU/TgFXQwNRZaI/AAAAAAAAAX0/yRmxi5jF0Hg/s220/foto%2B1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8628372030565166874.post-2439583851607040832</id><published>2009-02-06T10:55:00.000-08:00</published><updated>2009-02-15T10:19:28.472-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O fato de vir escrever hoje no blog tem um significado importante: vim pedir para que leiam a revista Bravo! de fevereiro. O motivo é simples: escrevi para a seção de críticas das artes plásticas e, como se trata de minha primeira aventura em uma revista de cultura, espero que a publicação do meu texto traga sorte à revista. Abordo uma exposição dos quadros de um artista brasileiro, Guignard, que conhecia pouco até fazer a pauta. Dentre os assuntos que trato no texto, procuro desmistificar a idéia de que sua obra seja ingênua e facilmente classificada de modernista e, que, pelo contrário, possui uma complexidade até então pouco tratada.&lt;br /&gt;Agora que começo a escrever sobre cultura em geral, colaboro também com uma revista online chamada Paradoxo.&lt;br /&gt;Até a próxima, espero que com mais textos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8628372030565166874-2439583851607040832?l=fragmentosestrangeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/feeds/2439583851607040832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8628372030565166874&amp;postID=2439583851607040832' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/2439583851607040832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/2439583851607040832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/2009/02/comprem-revista-bravo-de-fevereiro-o.html' title=''/><author><name>Bruno Maya</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08324683564535656124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-yWSnDCCnDXU/TgFXQwNRZaI/AAAAAAAAAX0/yRmxi5jF0Hg/s220/foto%2B1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8628372030565166874.post-1424629465123537428</id><published>2009-01-26T18:16:00.000-08:00</published><updated>2009-02-01T16:58:22.964-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Bom, passei pelo blog só para atualizar, pois não estou muito a fim de escrever textos hoje. De qualquer maneira, só pra comentar alguma coisa, li um artigo na Folha de domingo falando sobre uma entrevista recente do presidente Lula. O artigo faz uma crítica precisa e pertinente, relativa a uma entrevista concedida pelo nosso estimado presidente, se não me engano, à revista Piauí. O motivo do texto era o fato do presidente se declarar avesso ao ato de ler ou, pelo menos, nem citar a atividade entre seus passatempos. Que exemplo estaria dando o chefe de uma nação que não fala sobre ler e nem cita livros? É, pergunta pertinente. Teria ele orgulho de sua precária formação cultural? Eu acho que em um país em que cultura é artigo de luxo e leitura definitivamente causa aversão em boa parte da população, o mínimo que um presidente deveria fazer era incentivar, através de sua figura, o ato de ler. Nesse argumento, concordo plenamente com o artigo. E mais do que isso, acredito que a precária situação do Brasil se deva muito ao baixo investimento em cultura. Muitas vezes se tem uma idéia errada de cultura, como se ela estivesse separada da realidade. Vou parar por aqui agora, pois para quem só ia passar para deixar uma frase ou duas, já escrevi demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8628372030565166874-1424629465123537428?l=fragmentosestrangeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/feeds/1424629465123537428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8628372030565166874&amp;postID=1424629465123537428' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/1424629465123537428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/1424629465123537428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/2009/01/bom-passei-pelo-blog-so-para-atualizar.html' title=''/><author><name>Bruno Maya</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08324683564535656124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-yWSnDCCnDXU/TgFXQwNRZaI/AAAAAAAAAX0/yRmxi5jF0Hg/s220/foto%2B1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8628372030565166874.post-2351567764693016550</id><published>2008-12-10T16:42:00.000-08:00</published><updated>2008-12-10T18:07:27.524-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Novamente estava à beira da praia, lugar em que passou boa parte de sua vida. Tudo, ao mesmo tempo em que lhe parecia familiar, causava-lhe estranheza. O mar estava mais calmo, a areia menos quente, o vento mais brando. Não entendia muito bem o porquê as coisas que lhe pareciam tão naturais antes, agora reparava muito mais detalhadamente. As ondas que tanto o incomodavam e que quase foram motivo de afogamento de muitos conhecidos seus, pela sua intensidade e perigo, agora estavam calmas, e eram comparadas a uma lagoa. A bandeira, que estava sempre presente avisando do perigo das marés, nem lá estava. As pedras, que costeavam as trilhas, programa que costumava encarar como uma grande aventura, pareciam menores e sem nenhum risco. Lembrava-se perfeitamente de quando reunia os parentes para ir pelas pedras e chegar nas trilhas, tarefa feita com todo cuidado em razão da dificuldade, e a impressão era de que qualquer descuido seria fatal. No mesmo caminho que fazia, não reconhecia tal perigo nem de longe. Olhando ao redor da praia, relembrou que, perto das dunas, costumava a participar de batalhas memoráveis nos jogos freqüentes de futebol. Esporte que, aos poucos, foi largando, mas que era o seu preferido. Velhos tempos em que vestia a camisa 10 e marcava um gol por jogo. Essas memórias causaram certo mal-estar. Nem parecia a mesma praia. Nem o quiosque do Seu Zé, lugar em seus pais costumavam freqüentar durante o fim da tarde para tomar uma cerveja, estava lá. Deixou a praia crente de que o lugar, realmente, não era o mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8628372030565166874-2351567764693016550?l=fragmentosestrangeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/feeds/2351567764693016550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8628372030565166874&amp;postID=2351567764693016550' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/2351567764693016550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/2351567764693016550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/2008/12/novamente-estava-beira-da-praia-lugar.html' title=''/><author><name>Bruno Maya</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08324683564535656124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-yWSnDCCnDXU/TgFXQwNRZaI/AAAAAAAAAX0/yRmxi5jF0Hg/s220/foto%2B1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8628372030565166874.post-5148378659951366684</id><published>2008-12-06T16:06:00.000-08:00</published><updated>2008-12-10T13:35:19.564-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pmmwudrIThk/STsgh6PUblI/AAAAAAAAAGU/H_IRlqy4WPE/s1600-h/mao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276847155335949906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_pmmwudrIThk/STsgh6PUblI/AAAAAAAAAGU/H_IRlqy4WPE/s320/mao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sorria, você está sob observação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram, que eu me lembre, mais ou menos 13 horas quando cheguei na emergência do hospital das Clínicas aqui em São Paulo. Sofria de dor no estômago e no abdômen, que, já passado algum tempo, começava a me preocupar. Entretanto não tinha nada de anormal fora isso, o que me deixou mais calmo com relação ao que eu pudesse ter. A chegada no hospital, entretanto, acabou com qualquer tranqüilidade. Imagino que qualquer cidadão que chegue saudável, ao adentrar e passar pelo que passei, vá parar na emergência ou, ao menos, em um hospital psiquiátrico. Pois bem. Logo na entrada, sou barrado com a pergunta: “você é da região”. Era o guarda da guarita. Imaginei se viesse um caso urgente e que não fosse da região, o que fariam. Bom, passando por isso, fui para o fichamento, no qual apresentei a carteira do meu plano de saúde. “Ah, agora sim vou ser atendido”, pensei. Com a plena sensação de que pertencia ao clube, fui esperar na “sala de espera”, como a mulher da recepção tinha me mandado fazer, depois de eu ter dito rapidamente qual era o problema. A dita “sala de espera” era o seguinte: um cubículo, com cerca de 30 lugares em que ficava uma enfermeira circulando de lá para cá, enquanto meia dúzia de senhoras, e “casos de emergência”, ficavam olhando e esperando sua vez. Fui logo falar com a enfermeira. “Vai demorar”, perguntei, interrompendo seu trajeto. “Não, já vão te chamar”, respondeu ela continuando seu caminho. Fui sentar para esperar a minha vez, quando vi a médica chamando o próximo. Chamou mais um. Chamou outro. Quando foi chamada uma senhora, que chegou logo depois de mim, e que balbuciava como se estivesse rezando, decidi que ia reclamar. Antes de me levantar para realizar meu intento, chegou a minha vez. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Caminhando até a porta da sala, dou de frente com a seguinte figura, certamente vinda direto daqueles filmes do James Bond, em que os personagens da Coréia do Norte eram os vilões: uma japonesa de avental branco, que, literalmente, não mexia um músculo da face. Sua sisudez e frieza se comparavam com a dos torturadores na época da ditadura militar. Perto dela, Mao Tsé Tung não era nada. Sem pestanejar, começou o inquérito, olhando sempre para uma folha na qual rabiscava algumas coisas.&lt;br /&gt;“Tem AIDS?”&lt;br /&gt;“Tem DST?”&lt;br /&gt;“Usou drogas?”&lt;br /&gt;“Você usa drogas?”&lt;br /&gt;“Já usou drogas?”&lt;br /&gt;Realmente, para uma dor abdominal, essas perguntas pareciam exageradas. Vinda daquela figura robótica e inexpressiva, pior ainda. Se já estava ficando bom, depois dessa tortura psicológica, qualquer doença grave era fichinha. Anotou sei lá o que e me mandou fazer exame de sangue. Na verdade, não entendi muito bem por qual motivo. Mandou aguardar mais uma vez na "sala de espera". Após mais um chá de cadeira, fui chamado para fazer o tal exame de sangue. A enfermeira falou que o médico do convênio ainda não tinha chego, e mais uma vez constatei que fazer parte do clube era a pior coisa. Voltei a aguardar para ser atendido mais uma vez, na "sala de espera". Desta vez sim, esperei. De vez em quando ia perguntar se o médico tinha chego, sempre com uma resposta negativa. E o pior, tinham me mandado fazer raio-x. Para que, não sei. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Feitos os exames de raio-X e de sangue, voltei crente que dessa vez iria ser atendido. Retornei a "sala de espera". Esperei uma, duas, três horas. Finalmente vieram me atender. Mal falei qual o problema, o médico falou meia dúzia de palavras e a seguinte frase: “você vai ter que ficar sob observação”. Mais uma vez voltei para a “sala de espera”. Aquela frase do médico realmente me deixara crente de que na sala tinham câmeras escondidas que observavam os pacientes. Novamente uma longa espera. Fui atendido por uma médica, que, depois de olhar minha aparecia e sabendo o tempo que eu estava esperando, foi enfática: “você não tem nada, só um mal estar”. Respirei e sai pela porta nem um pouco satisfeito. Eram quase 19 horas da tarde. Na saída, imaginei que deveriam colocar uma placa na “sala de espera” com os dizeres: “sorria, você está sob observação”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8628372030565166874-5148378659951366684?l=fragmentosestrangeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/feeds/5148378659951366684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8628372030565166874&amp;postID=5148378659951366684' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/5148378659951366684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/5148378659951366684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/2008/12/sorria-voc-est-sob-observao-eram-que-eu.html' title=''/><author><name>Bruno Maya</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08324683564535656124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-yWSnDCCnDXU/TgFXQwNRZaI/AAAAAAAAAX0/yRmxi5jF0Hg/s220/foto%2B1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pmmwudrIThk/STsgh6PUblI/AAAAAAAAAGU/H_IRlqy4WPE/s72-c/mao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8628372030565166874.post-4065178233749748214</id><published>2008-10-03T22:48:00.000-07:00</published><updated>2008-10-03T22:58:28.622-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pmmwudrIThk/SOcEY-NMSnI/AAAAAAAAAF0/U5hruRkBlzQ/s1600-h/capitalismo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253172317412674162" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_pmmwudrIThk/SOcEY-NMSnI/AAAAAAAAAF0/U5hruRkBlzQ/s320/capitalismo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mais um dia em São Paulo e passada a tempestade, a bonança ainda parece estar longe. Os mercados estão longe de deixar o matriz tupiniquim segura e Lula continua dando sermão ao vento. A catástrofe está anunciada nos jornais, revistas, e em todos os lugares possíveis e imagináveis. Revistas travam batalhas, como a Veja, que resolveu publicar: nós salvamos vocês. Exaltando o que eles chamam de nossa salvação: os EUA. A Carta Capital, que não ia deixar barato, retruca com uma capa: eles não salvam ninguém. Crítica clara aos EUA.&lt;br /&gt;A parte da troca de farpas por ambas as revistas, o alarde com relação a crise espalha-se pelos meios de comunicação e apavora o tão seguro mundo dos investidores. Meus amigos que investiram em ações já nem querem mais ver como anda o dinheiro. Realmente, tal prenúncio equipara-se quase ao apocalipse, seguido pela forma pela qual infesta as manchetes dos principais jornais. Já li muito sobre o fato dos Estados Unidos não terem adversário. Pensa-se muito e já se pensou muito sobre diferentes formas de acabar com o capitalismo. Sempre fui muito crítico com relação ao capitalismo e continuo sendo. Espero um dia não ter que ver a cena a qual vi e que o capitalismo é pródigo em produzir: um senhor com uma placa pendurada no pescoço escrita: “pai de família não tem o que comer, aonde morar, em que trabalhar”. Circulava entre os caros, com a mesma desolação que o capitalismo deveria estar ao produzir a miséria com a qual convivemos diariamente. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8628372030565166874-4065178233749748214?l=fragmentosestrangeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/feeds/4065178233749748214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8628372030565166874&amp;postID=4065178233749748214' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/4065178233749748214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/4065178233749748214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/2008/10/mais-um-dia-em-so-paulo-e-passada.html' title=''/><author><name>Bruno Maya</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08324683564535656124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-yWSnDCCnDXU/TgFXQwNRZaI/AAAAAAAAAX0/yRmxi5jF0Hg/s220/foto%2B1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pmmwudrIThk/SOcEY-NMSnI/AAAAAAAAAF0/U5hruRkBlzQ/s72-c/capitalismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8628372030565166874.post-7225526390373716776</id><published>2008-08-29T01:05:00.000-07:00</published><updated>2009-07-11T18:24:13.891-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Saudades de um certo all-star preto.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pmmwudrIThk/SLeuQf40sJI/AAAAAAAAAFk/82cNsrkP6xk/s1600-h/tenis-all-star-basket-hi-preto3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239848289929834642" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_pmmwudrIThk/SLeuQf40sJI/AAAAAAAAAFk/82cNsrkP6xk/s320/tenis-all-star-basket-hi-preto3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ele estava ali parado em frente a uma vitrine, vidrado em um all-star preto. As pessoas que passavam já estranhavam, tamanha era a empolgação. Essa que durou o tempo necessário até virar tristeza. Não, não era o mesmo all-star preto. Aquele produto novo, parado entre em um Nike air e um Puma. Realizou o quão único que era o que sentia saudades. Não, não era o mesmo all-star preto. O dela tinha sua expressão, era sincero como sua fala, transparente como seu olhar. Ficou como que paralisado, com um ar de tristeza que transparecia. Ficava ali, admirando aquele all-star que lembrava ela. Não, não era o mesmo all-star preto. Era simbolismo puro, sua lembrança mais sofrida. A distância dele até o tênis não era nada comprada ao lugar no qual realmente queria estar. Um funcionário viu a demora e perguntou: “posso ajudar?”. Não, não era o mesmo all-star preto. Ele, sem poder esconder a tristeza, murmurou negativamente. Realmente ninguém ali poderia ajudá-lo. Ele, sem saber o que fazer para livrar-se da lembrança, caminha pelo shopping, com olhar perdido e um claro ar de tristeza. Queria correr mais não conseguia, estava atordoado. Como que paralisado pelas recordações e a representação que um simples tênis pode conter. Era mais do que estilo dela, era uma forma de expressão que parece surgir espontânea, livre em seu sorriso. Desde que a viu, não saiu de sua cabeça. Não, não era o mesmo all-star preto. Queria sair dali o quanto antes, mas aquela visão era como um imã. Voltou para olhar o mesmo tênis. Desde que a conheceu, não sai da sua cabeça. Ela combinava com aquele tênis. Fazia parte do seu estilo. O dela, embora parecesse comum, não era. Era único. Não, não era o mesmo all-star preto. Como uma lembrança que o martelava, tentava desviar o olhar em vão. A imagem do tênis era como seu elo de ligação com ela. Decide entrar na loja, mas desiste logo de seu intento. Não, não era o mesmo all-star preto. Quando consegue, como de ímpeto, se livrar daquela visão, caminha sem se livrar da memória. Vai pra casa pensando nela e com a certeza de que quer ver o verdadeiro all-star preto, e ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8628372030565166874-7225526390373716776?l=fragmentosestrangeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/feeds/7225526390373716776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8628372030565166874&amp;postID=7225526390373716776' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/7225526390373716776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/7225526390373716776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/2008/08/saudades-de-um-certo-all-star-preto.html' title=''/><author><name>Bruno Maya</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08324683564535656124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-yWSnDCCnDXU/TgFXQwNRZaI/AAAAAAAAAX0/yRmxi5jF0Hg/s220/foto%2B1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pmmwudrIThk/SLeuQf40sJI/AAAAAAAAAFk/82cNsrkP6xk/s72-c/tenis-all-star-basket-hi-preto3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8628372030565166874.post-8877441369440147326</id><published>2008-08-23T13:23:00.000-07:00</published><updated>2008-08-23T13:47:36.618-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pmmwudrIThk/SLB2v7AnJFI/AAAAAAAAAFc/2OZ0Uh-sxu8/s1600-h/santiago-poster01.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pmmwudrIThk/SLB2l_Q0seI/AAAAAAAAAFU/ptiKZxp4pSI/s1600-h/Prom-Jogo-de-Cena.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237813412623656322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 209px; CURSOR: hand; HEIGHT: 197px; TEXT-ALIGN: center" height="211" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_pmmwudrIThk/SLBzjDM1pYI/AAAAAAAAAFM/PioeNyO0znE/s320/untitled.bmp" width="227" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pmmwudrIThk/SLBzRR9_foI/AAAAAAAAAFE/ZaBkZmEoXyU/s1600-h/santiago-poster01.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;“A vida é um sonho”. Essa era a frase que ecoava no novo filme sobre o poeta Wally Salomão, realizado pelo cineasta Carlos Nader. Vencedor do festival “É tudo verdade”, o filme problematiza a fronteira entre realidade e encenação através da poesia. Expõe a insatisfação do cineasta em sua busca pelo “real”. O poeta encena, e nesse sentido ele faz o filme. Através disso, explora os limites entre as representações, criando seu personagem e refletindo sobre as relações sociais.&lt;br /&gt;Segundo o diretor, o objetivo do filme era mostrar Wally em seu cotidiano, sem ele encarnar o personagem. Suas tentativas foram mostradas no filme. A cada vez que ele ligava a câmera, automaticamente Salomão encenava. Porque essa obsessão do filme em mostrar o outro “como ele é?”, quando sabemos que uma narrativa é uma representação? Faria isso parte dele, condicionado o olhar do diretor?&lt;br /&gt;Muitos filmes brasileiros atuais exploram o limite entre realidade e ficção. Dentre eles destaco dois: Jogo de cena, de Coutinho, e Santiago, de Moreira Sales. No primeiro é clara a proposta de indagar a narrativa enquanto invenção do sujeito. O limite entre ficção e realidade é um dos temas centrais, e o fato de ter sido todo feito em um palco de teatro é emblemático. O filme de Nader e de Coutinho se aproximam: brincam com a relação entre encenação e máscaras sociais, questionando a definição da narrativa. No filme de Salles, a idéia é semelhante. O caráter intimista e tom confessional servem para o cineasta contar a história de umas filmagens feitas com seu antigo mordomo, chamado Santiago. A memória e a narrativa cinematográfica são postas em questão. Como diria Wally: “A memória é uma ilha de edição”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8628372030565166874-8877441369440147326?l=fragmentosestrangeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/feeds/8877441369440147326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8628372030565166874&amp;postID=8877441369440147326' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/8877441369440147326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/8877441369440147326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/2008/08/vida-um-sonho.html' title=''/><author><name>Bruno Maya</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08324683564535656124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-yWSnDCCnDXU/TgFXQwNRZaI/AAAAAAAAAX0/yRmxi5jF0Hg/s220/foto%2B1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pmmwudrIThk/SLBzjDM1pYI/AAAAAAAAAFM/PioeNyO0znE/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8628372030565166874.post-4907429775826657386</id><published>2008-07-31T21:19:00.000-07:00</published><updated>2008-08-03T10:57:38.159-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_pmmwudrIThk/SJKPBESYOxI/AAAAAAAAAEc/cMsJZ-BhVGA/s1600-h/brasil.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229399365824035602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_pmmwudrIThk/SJKPBESYOxI/AAAAAAAAAEc/cMsJZ-BhVGA/s320/brasil.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Bem-vindos a mais uma palhaçada nacional, é eleição! Tomem seus lugares e assistam de camarote a um bando de engravatados prometendo um futuro melhor para nossa cidade. Aliás, emoção é o que mais falta nesses debates, pois todas as falas já parecem decoradas. Nem um escândalo ou troca de porradas para agitar a discussão. Não me surpreende que todo mundo queira votar em macacos, ou elefantes. Aposto que o debate seria mais interessante. Tem país&lt;br /&gt;que já elegeu até o Bush. Justiça seja feita, para quem tem dificuldades de dormir, assistir esses debates é uma boa. Vendo &lt;span style="font-family:';font-size:12;"&gt;um bando de falas decoradas e promessas de maravilhas na terra por parte dos políticos, tive que escrever alguma coisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8628372030565166874-4907429775826657386?l=fragmentosestrangeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/feeds/4907429775826657386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8628372030565166874&amp;postID=4907429775826657386' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/4907429775826657386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/4907429775826657386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/2008/07/bem-vindos-mais-uma-palhaada-nacional.html' title=''/><author><name>Bruno Maya</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08324683564535656124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-yWSnDCCnDXU/TgFXQwNRZaI/AAAAAAAAAX0/yRmxi5jF0Hg/s220/foto%2B1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_pmmwudrIThk/SJKPBESYOxI/AAAAAAAAAEc/cMsJZ-BhVGA/s72-c/brasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8628372030565166874.post-7805470985344990678</id><published>2008-06-24T11:56:00.000-07:00</published><updated>2008-07-03T15:42:10.460-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_pmmwudrIThk/SGFE5QLlQ-I/AAAAAAAAAD0/M8PGhaBFmAc/s1600-h/personal+che.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215525593858524130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_pmmwudrIThk/SGFE5QLlQ-I/AAAAAAAAAD0/M8PGhaBFmAc/s320/personal+che.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em mais um dia de frio em São Paulo, o caos ainda continua na cidade. É só ligar a televisão para os telejornais tratarem de empilhar as mazelas da cidade. Lembro que muitos dos migrantes, tanto quanto eu, vem aqui em busca de uma vida melhor. Decepção que leva alguns a classificá-la como cidade ilusão. Eu pessoalmente não tinha a mínima noção do que ia encontrar aqui, e o quão difícil poderia ser a adaptação. Recentemente, vi um filme que trata sobre o mito do Che Guevara, chamado Personal Che. Mostra as diferentes apreensões da figura que é uma das mais retratadas da história. Mas eu acho que o filme é principalmente sobre a fé. Essa que nos move em busca de um ideal. É impressionante o que a figura do revolucionário representa para muita gente na América Latina. Como é santificado, de tal forma que assume poderes de Deus, e carrega a esperança de muita gente. O filme caracteriza bem o imaginário que perpassa sua figura: símbolo da revolta, da juventude. Figura controversa que gera ao mesmo tempo amor e ódio. Um mártir e protagonista da história para uns, é mais ou menos como um homem bomba na luta contra o imperialismo americano. Sacrificou-se em nome de uma causa. Como analisa o taxista que o filme entrevista em Cuba: “os EUA acharam que matando ele, acabariam também com suas idéias, mas não, as idéias sobreviveram. Foi um erro”. Na Alemanha, um sujeito do movimento neo nazista o compara a Hitler, afirmando que eram revolucionários e nacionalistas, ambos lutaram por uma causa. Para outros, entretanto, era um assassino, alguém de sangue frio que não hesitava em matar as pessoas.&lt;br /&gt;Independente de como ele é interpretado hoje, é claro de se notar sua influência em diferentes contextos. Sua força em mover a fé de muitas pessoas que procuram uma vida melhor. Pouco importa se ele era ateu e não acreditava e Deus, como foi mencionado no filme. O fato é que o que simboliza vai muito além disso. Pode ser perigoso se levado ao extremo: com certeza sim. Mas tal figura cumpre uma função importante, em certa medida. Representa a busca de um ideal e uma força para muitos. Não há como negar sua importância, apesar das controvérsias. Ao mesmo tempo ele simboliza um tempo que ruiu junto com o muro de Berlim. Se existe algo em que se possam acreditar ainda são as idéias. Claro que não se pode negar tudo de negativo que Che cometeu, sob o risco de cair em uma veneração perigosa. Mas é inegável que ainda guarda o ideal de muita gente que luta por uma vida melhor. As distorções e utilizações racistas são perigos de um mito que atravessa fronteiras.&lt;br /&gt;O que isso tem a ver com migração, acho que muito. Os migrantes vêm para São Paulo com uma imagem idealizada da cidade, que representa seu desejo de encontrar um lugar que seja seu. Não importa se os males da cidade sejam mostrados na televisão, até porque nem todos tem acesso à ela. O fato é que vem aqui para a maior metrópole da América latina em busca de emprego e de dinheiro. O imaginário capitalista está aí. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8628372030565166874-7805470985344990678?l=fragmentosestrangeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/feeds/7805470985344990678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8628372030565166874&amp;postID=7805470985344990678' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/7805470985344990678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/7805470985344990678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/2008/06/em-mais-um-dia-de-frio-em-so-paulo-o.html' title=''/><author><name>Bruno Maya</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08324683564535656124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-yWSnDCCnDXU/TgFXQwNRZaI/AAAAAAAAAX0/yRmxi5jF0Hg/s220/foto%2B1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_pmmwudrIThk/SGFE5QLlQ-I/AAAAAAAAAD0/M8PGhaBFmAc/s72-c/personal+che.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8628372030565166874.post-5783268585998779655</id><published>2008-06-15T17:49:00.000-07:00</published><updated>2008-08-12T14:09:02.861-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_pmmwudrIThk/SFW49y4tDOI/AAAAAAAAADs/l3eK_g3GX0Y/s1600-h/imigrante%2520porto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212275515522354402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_pmmwudrIThk/SFW49y4tDOI/AAAAAAAAADs/l3eK_g3GX0Y/s320/imigrante%2520porto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aproveitando o centenário de imigração japonesa, aproveito para falar um pouco sobre meu trabalho com migração e da experiência de ser estrangeiro:&lt;br /&gt;O que se perde ao deixar a própria pátria? Serão incuráveis as marcas para os migrantes que forçados, ou por vontade própria, deixam para trás família, amigos, trabalho e etc; para vir tentar a sorte em uma grande cidade como São Paulo?&lt;br /&gt;Essas são perguntas que me faço, quando chego, toda a semana, para meu trabalho na Casa do Migrante. Não são quaisquer migrantes (de todas as partes do mundo e de todos os tipos, inclusive do Brasil), mas sim os situados à margem da sociedade. O ar do lugar contém o peso das tantas histórias que parecem ser silenciadas pela situação complicada de cada um, e solidão é a palavra certa para definir a impressão e sensação de impotência diante dos fatos. Uma das nossas idéias é fazer com que essa passagem deles não se resuma a apenas uma passagem, mas que pensem sobre isso. É claro que, na casa, habitam os mais variados tipos de estrangeiros: refugiados, exilados, imigrantes, etc; e que isso implica em relações completamente diferentes, seja com o que deixaram para trás, seja com a nova vida que estão procurando. Muitas vezes essa pode ser apenas à vontade de voltar para o seu país de origem, e que estão impedidos, pois provavelmente serão mortos. É o caso de grande parte dos africanos, que vêm forçados para cá. Foi durante as aulas de português que constatei o quanto o aprendizado da língua pode ser uma promessa de um novo mundo para quem vem refugiado. Chegam aqui com a imagem idealizada do Brasil. Muitos brasileiros, pelo contrário, manifestam frustração com São Paulo. A cidade da falsa propaganda, segundo eles. A maioria vem do nordeste em busca de trabalho e da promessa que uma metrópole oferece.&lt;br /&gt;Com relação à família, a casa tem todos os tipos de casos. Pessoas que vem com ela, que a deixaram, que brigaram e não falam mais com ela, e, em alguns situações, que seus componentes foram assassinados. Com suas histórias particulares buscam um traço distintivo, forma de não afirmar a invisibilidade que a marginalização impõem, e situar-se no mundo. É isso que acho importante para quem chega em uma cidade de uma forma tão marginal como esses migrantes: sem dinheiro, documentos, expulsos de casa, ameaçados de morte. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é por acaso que o assunto da migração me interessa: sou um migrante. Como estrangeiro muitas vezes vivi situações de estranhamento e de familiaridade com relação à nova cidade. Sempre tive o projeto de vir para São Paulo, com um ideal que não difere muito desses migrantes que, em busca de uma vida melhor, chegam aqui. Imaginam um lugar em que possam identificar como seu, e que possam construir sua vida. A frustração tem como claro sintoma esse discurso de revolta e descrença na cidade, além de uma possível vida errante que procura sempre sem se questionar sobre sua condição. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8628372030565166874-5783268585998779655?l=fragmentosestrangeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/feeds/5783268585998779655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8628372030565166874&amp;postID=5783268585998779655' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/5783268585998779655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/5783268585998779655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/2008/06/aproveitando-o-centenrio-de-imigrao.html' title=''/><author><name>Bruno Maya</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08324683564535656124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-yWSnDCCnDXU/TgFXQwNRZaI/AAAAAAAAAX0/yRmxi5jF0Hg/s220/foto%2B1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_pmmwudrIThk/SFW49y4tDOI/AAAAAAAAADs/l3eK_g3GX0Y/s72-c/imigrante%2520porto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8628372030565166874.post-3479688306106349844</id><published>2008-05-16T08:22:00.000-07:00</published><updated>2008-05-16T08:26:56.178-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quem vem para São Paulo pode estar certo de uma coisa: vai passar mais tempo no trânsito do que em qualquer outro lugar. Pensava ontem durante o rotineiro engarrafamento que a cidade, se caminhar nesse ritmo, vai parar. E o pior, como vi um dia na televisão, é que: comprar um carro ainda é um bom negócio. Quem usa ônibus nas horas de maior movimento, sabe o que estou falando. Um amontoado de gente que tem que disputar cada espaço do coletivo. Fora a demora: tem dias em que espero em torno de uma hora. Só ontem fiquei mais de quarenta minutos no ponto de ônibus. Aqui ainda tem o rodízio, o que parece ser estranho para quem vem de outro lugar, se mostra importante para quem mora aqui. Medidas como o aumento da frota ou a extensão de linhas de metrô parecem urgentes, e o melhor, por enquanto, é fazer tudo perto de casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8628372030565166874-3479688306106349844?l=fragmentosestrangeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/feeds/3479688306106349844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8628372030565166874&amp;postID=3479688306106349844' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/3479688306106349844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/3479688306106349844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/2008/05/quem-vem-para-so-paulo-pode-estar-certo.html' title=''/><author><name>Bruno Maya</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08324683564535656124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-yWSnDCCnDXU/TgFXQwNRZaI/AAAAAAAAAX0/yRmxi5jF0Hg/s220/foto%2B1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8628372030565166874.post-1138254479609174986</id><published>2008-04-24T13:32:00.000-07:00</published><updated>2008-04-24T13:39:25.097-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O estrangeiro é o de fora, o que vem de outro lugar. Será? Não nos perguntamos se ele não constitui o próprio eu. Porque buscamos explicações e mais explicações racionais para um fato, será que podemos compreendê-lo. Nossa sociedade crê e aposta na racionalidade. O estrangeiro não vem do planeta razão não, pelo contrário, ele vem questionar o planeta razão. A base sobre a qual toda a civilização ocidental se constitui: o “triunfo da razão”. Ele perpassa, olha e expõem as contradições e os discursos automáticos e incorporados. A razão é a nossa pretensão de verdade, nossa idéia de “segurança” em um contexto inseguro. Ela nos atinge diariamente, perpassa a sociedade, nos procura estabelecer verdades. Nos faz negar o óbvio que são os próprios conflitos, e nos faz sentir senhores de uma realidade a qual nem detemos, nem chegamos perto de entender.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8628372030565166874-1138254479609174986?l=fragmentosestrangeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/feeds/1138254479609174986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8628372030565166874&amp;postID=1138254479609174986' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/1138254479609174986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/1138254479609174986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/2008/04/o-estrangeiro-o-de-fora-o-que-vem-de.html' title=''/><author><name>Bruno Maya</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08324683564535656124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-yWSnDCCnDXU/TgFXQwNRZaI/AAAAAAAAAX0/yRmxi5jF0Hg/s220/foto%2B1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8628372030565166874.post-2950667944961795665</id><published>2008-04-07T19:32:00.001-07:00</published><updated>2008-04-07T19:32:57.452-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje o passado me parece decadente e antigo como um velho barco daqueles que se despedaça até afundar-se completamente no mar. Olhando para o futuro e para o passado, penso que na verdade eles são o presente. Por mais que o passado apareça como uma correnteza que insiste em te puxar para o fundo, a resistência vem no esforço. Na calmaria então podemos nadar tranqüilos até um novo porto-seguro, e nos consolar com uma dose de ilusão. Essa que perdura até procurarmos novamente a turbulência e nos movermos para outra. Enquanto isso, nos divertimos com nossos amores, nossas fazeres e desfazeres, nosso tempo que não pára. E o que é ele senão uma invenção, a qual temos a pretensão de dizer que mandamos. O velho e o novo agora são um só, e encontram-se no agora, esse que nós construímos e que temos a ilusão de pensar que conhecemos. Nessa ilha agora repousa o pensamento, a divagação e a ilusão. Sem esses não temos nada, nem somos nada&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8628372030565166874-2950667944961795665?l=fragmentosestrangeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/feeds/2950667944961795665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8628372030565166874&amp;postID=2950667944961795665' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/2950667944961795665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/2950667944961795665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/2008/04/hoje-o-passado-me-parece-decadente-e.html' title=''/><author><name>Bruno Maya</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08324683564535656124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-yWSnDCCnDXU/TgFXQwNRZaI/AAAAAAAAAX0/yRmxi5jF0Hg/s220/foto%2B1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8628372030565166874.post-7177058495341719867</id><published>2008-04-07T19:04:00.001-07:00</published><updated>2008-04-07T19:31:23.887-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_pmmwudrIThk/R_rY5TkfnQI/AAAAAAAAADU/wfIjKo4oo6s/s1600-h/escrita.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186696399888030978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_pmmwudrIThk/R_rY5TkfnQI/AAAAAAAAADU/wfIjKo4oo6s/s320/escrita.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Ps. espero desta vez receber algum retorno, pois é a décima carta que mando só esta semana”. Com sua caneta no fim da tinta, tem que riscar várias vezes para traçar as letras. Sentado em sua escrivaninha de madeira infestada por cupins, admira o papel várias vezes para checar se tudo estava de acordo. Todo o dia ia ao correio depositar a carta pontualmente às dez da manhã. O referido escritor, um ator desempregado, depois da montagem fracassada de “O último escrúpulo”, recebera críticas arrasadoras e que lhe martelavam os pensamentos.&lt;br /&gt;Pela tarde saia de casa, pegava um ônibus e ia admirar o lugar em que sempre sonhou estar: o Museu de cera Madame Tussauds. Ficava horas olhando para o lugar e se imaginando entre as grandes celebridades. Chegava mais perto só para sentir o clima, olhava a fila, mas não tinha dinheiro pra entrar. Parado na calçada ele se imaginava entre Penélope Cruz e Woopy Goldberg. A divagação logo era interrompida pelo pesadelo de seu desalento, fazendo-o fugir para o Pub mais próximo. Conhecido pelos atendentes por suas bebedeiras, era saudado calorosamente na entrada: “o de sempre?”, perguntavam. Cambaleante, ele saia do Pub, procurando o telefone mais próximo para ligar para o museu; sem sucesso, evidentemente pelo horário. Chegava em casa e desabava na cama.&lt;br /&gt;Tal rotina completava quase um ano quando decidira não sair da frente do museu enquanto não entrasse. Pela manhã toma a condução para o local. Chegando lá, como todo o fim de semana, a movimentação é intensa. Causando revolta geral ele ultrapassa todos e se dirige ao atendente. Os protestos das pessoas que estão à espera aumentam e o ator decide sair antes que o funcionário chame a segurança.&lt;br /&gt;Sem sucesso em seu último intento, decide ir para sua dose alcoólica diária, porém pára no meio do caminho. Decide fazer o que tem em mente sóbrio, e não via melhor hora para o fazer. Dando meia volta, caminha um longo trecho até chegar em casa. Na caminhada não tem pressa, olha bem para a cidade no trajeto. Em casa, no quinto andar de uma rua relativamente movimentada, ele fita por um bom tempo todos os cômodos. Na sacada, admira a vista. Toma coragem. Sobe no parapeito e fecha os olhos para evitar vertigem. Como de súbito se atira. A multidão que se aglomera aos burburinhos em volta do corpo estirado no meio da rua, impede que qualquer um escute o tocar do telefone na casa. A secretária eletrônica atende: “bom dia, recebemos várias de suas cartas e gostaríamos de conversar com o senhor sobre a possibilidade atender seu pedido. Estamos aumentando nosso acervo e gostaríamos de contar com você nesse processo”. O convite para virar estátua no Madame Tussauds lhe chegou em boa hora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8628372030565166874-7177058495341719867?l=fragmentosestrangeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/feeds/7177058495341719867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8628372030565166874&amp;postID=7177058495341719867' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/7177058495341719867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/7177058495341719867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/2008/04/ps.html' title=''/><author><name>Bruno Maya</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08324683564535656124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-yWSnDCCnDXU/TgFXQwNRZaI/AAAAAAAAAX0/yRmxi5jF0Hg/s220/foto%2B1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_pmmwudrIThk/R_rY5TkfnQI/AAAAAAAAADU/wfIjKo4oo6s/s72-c/escrita.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8628372030565166874.post-8346447686129807666</id><published>2008-04-03T22:53:00.000-07:00</published><updated>2008-04-04T18:41:01.918-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_pmmwudrIThk/R_XCgDkfnPI/AAAAAAAAADM/eNqNjdYo22I/s1600-h/3868509_e3fef46b5b_m.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185264401956969714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_pmmwudrIThk/R_XCgDkfnPI/AAAAAAAAADM/eNqNjdYo22I/s320/3868509_e3fef46b5b_m.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Naquela manhã o sol brilhava de uma forma particularmente intensa, quando acordou e sem pestanejar, olhou o relógio. Faltavam 10 minutos para ela aparecer. Rapidamente foi até a cozinha, abriu a geladeira e comeu pão com copo de suco, o que compunha todo o dia o seu café da manhã. Sem conseguir engolir direito o pão e deixando metade de suco na mesa, ele volta para seu quarto e se prepara com o binóculo. A praça estava vazia ainda. Em sua parede cheia de frases e fotos de famosas, ele agora tenta escrever sobre sua inspiração e sentimentos por ela. É um ato solitário, pois ele não sabe seu nome e não tem coragem de falar com ela, mas a venera. Admira seu jeito de se vestir, seu caminhar, suas feições. Tenta transmitir tudo isso no papel, mas tem dificuldades. Pensa, Pensa, mas não consegue colocar no papel o que quer. Na verdade porque não acredita existir forma de expressar sua relação com ela. O papel e a distância parecem obstáculos, e olhando para a folha em branco, pensando em como iria entregar para ela, lhe veio uma vertigem. Foi como um muro intransponível, um abismo que separava ele de seu objeto de contemplação, e, a palavra, uma camisa de força. Desistindo de seu intento de escrever, vai para o computador, mas lá também não consegue evoluir. Novamente pega o binóculo e impacientemente olha para a praça, que está sem nenhuma movimentação. Volta para o computador. Fica um pouco lá, mas logo desiste. Caminha pelo quarto: uma, duas, três vezes. Senta novamente na escrivaninha. Tenta achar algo para fazer, mexe em tudo, arrisca desenhar, pega o lápis novamente, e não sai nada. Liga a televisão para ver se vem inspiração. Assiste durante um ou dois minutos. Senta na cadeira e olha novamente o papel em branco; sem sucesso. Pega então o binóculo e observa novamente a praça. Chega alguém, e é sua amada. Ela está especialmente bem vestida e bonita naquela manhã. Atravessa a praça e vai sentar no banco. Ele não consegue tirar os olhos dela, e a olha de cima a baixo. Chama a atenção o fato de ela estar muito arrumada para àquela hora da manhã. Vestia um sapato vermelho, uma saia preta, e um casaco vermelho, com chapéu preto. Era o mais perto que ele conseguia chegar dela.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8628372030565166874-8346447686129807666?l=fragmentosestrangeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/feeds/8346447686129807666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8628372030565166874&amp;postID=8346447686129807666' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/8346447686129807666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/8346447686129807666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/2008/04/naquela-manh-o-sol-brilhava-de-uma.html' title=''/><author><name>Bruno Maya</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08324683564535656124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-yWSnDCCnDXU/TgFXQwNRZaI/AAAAAAAAAX0/yRmxi5jF0Hg/s220/foto%2B1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_pmmwudrIThk/R_XCgDkfnPI/AAAAAAAAADM/eNqNjdYo22I/s72-c/3868509_e3fef46b5b_m.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8628372030565166874.post-463517661932394897</id><published>2008-04-03T19:28:00.000-07:00</published><updated>2008-04-03T19:30:43.661-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Havia decidido acabar com tudo. Ali, na beira do penhasco, fechava os olhos e estava cada vez mais decidido a por um fim. Não olhou para baixo. Decidira terminar com a repetição, com a mediocridade, com uma realidade decadente, com um eu que ele mesmo não reconhecia. Tinha finalmente se livrado das mesmas conversas, dos mesmos lugares, das mesmas opiniões. Lá em baixo era o fim, mas ao mesmo tempo o começo. Ele tinha plena certeza disso. E foi ali na beira do precipício que conseguiu ver com mais clareza e entender o que acontecia com ele. A distância que o separava do topo do penhasco até o chão se encurtava. Não queria mais pensar, ao mesmo tempo em que nunca teve a sensação de estar tão lúcido. Estava embriagado pela sobriedade e podia olhar para tudo de forma muito mais clara, romper com velhos conceitos e idéias as quais era bombardeado diariamente. No fim do penhasco tem que estar uma resposta, ele pensou. Decidiu que era hora de arriscar, e, de súbito, pulou. Aí começou a outra história&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8628372030565166874-463517661932394897?l=fragmentosestrangeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/feeds/463517661932394897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8628372030565166874&amp;postID=463517661932394897' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/463517661932394897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8628372030565166874/posts/default/463517661932394897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentosestrangeiros.blogspot.com/2008/04/havia-decidido-acabar-com-tudo.html' title=''/><author><name>Bruno Maya</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08324683564535656124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-yWSnDCCnDXU/TgFXQwNRZaI/AAAAAAAAAX0/yRmxi5jF0Hg/s220/foto%2B1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
